General Milton Zablah afirma que Força Aérea do Chile estuda "todas as opções possíveis" para suceder a frota que completa 50 anos de serviço
A Força Aérea do Chile (FACh), confirmou que o caça F-35, está entre as alternativas avaliadas para a substituição de sua frota de F-5 Tigre III, em serviço no país desde 1976.
A declaração foi feita pelo general, Milton Zablah, diretor de Planejamento e Doutrina Institucional da FACh, em entrevista ao canal chileno 24 Horas, na qual afirmou que a instituição já trabalha na definição do futuro substituto das aeronaves, sem descartar outras opções em estudo.
Segundo Zablah, os F-5 chegaram ao Chile em 1976 e marcaram o ingresso da FACh na era supersônica. As aeronaves foram posteriormente modernizadas no país até alcançarem a configuração conhecida como Tigre III, atualização que estendeu sua vida operacional por décadas.
O general, no entanto, reconheceu que a plataforma atingiu o limite de suas possibilidades de atualização após meio século de uso.
"Este avião, por suas características, já não permite maiores capacidades, integrar maiores elementos eletro-ópticos ou eletrônicos, que são hoje a base de uma aeronave de combate", declarou. Segundo ele, continuar modernizando o F-5 deixou de ser custo-efetivo para a instituição.
F-35 entre as alternativas estudadas
Questionado diretamente sobre o F-35 — caça de quinta geração, que esteve presente na última edição da FIDAE — Zablah explicou que esse tipo de aeronave representa um salto tecnológico significativo em relação a gerações anteriores, citando como diferenciais a baixa detectabilidade frente a radares, a integração de armamento no interior da fuselagem e os avançados sistemas eletrônicos embarcados.
Ao ser perguntado se o F-35, poderia ser o passo seguinte para substituir as capacidades dos F-5, o general confirmou que o modelo está entre as alternativas em avaliação.
"Para poder ter e manter nossas capacidades, e para o qual a Força Aérea está estudando como substituir o F-5, certamente esta é uma das opções, não a única", afirmou.
Zablah, contudo, adotou tom cauteloso em relação a uma eventual escolha do caça estadunidense. Segundo ele, uma decisão dessa envergadura também precisa considerar aspectos logísticos, de manutenção, sustentabilidade, implementação e integração com as capacidades já existentes na força aérea chilena.
"Poderia ser muito evidente ou pensar que é evidente que seja positivo, mas poderia não chegar a sê-lo se for estudado em profundidade", ponderou.
Questionado sobre se o F-35, seria o passo "razoável" para o Chile, considerando a histórica relação da FACh com fornecedores estadunidenses, o oficial respondeu de forma evasiva: "Poderia ser e poderia não ser". Segundo ele, a instituição segue "estudando todas as opções possíveis, não somente esta".
F-5 seguem operacionais por mais alguns anos
Zablah também esclareceu que os F-5 não serão retirados de serviço em 15 de setembro, data em que a FACh comemorará os 50 anos da chegada das aeronaves ao país. "Não são retirados de serviço. Permanecem mais alguns anos", afirmou.
De acordo com o general, existe um programa de desativação progressiva da frota, que estará atrelado à incorporação da solução escolhida para substituí-la. Os detalhes desse cronograma, no entanto, permanecerão reservados.
"Esse tipo de informação é a base das Forças Armadas e sempre é algo que não pode ser público", encerrou.
Com informações de BioBioChile, reportagem de Gustavo Donat Sandoval.

Um comentário:
A ser verdade, o Chile que já é a maior potência bélica em termos de meios de combate, ficará ainda mais distante dos demais países latinos, eles sempre fizeram boas compras de oportunidade, possuem armamentos que o Brasil nem sonha porque aqui ainda estamos na guerra do Vietnan, mas o Chile, com orçamento pequeno comparado ao Brasil, disparou, enquanto aqui a gente ainda paga querosene para as autoridades voarem no GTE passeando pelo Brasil a turismo, bem, na verdade eles estão salvando a democaracia.🤡
Postar um comentário