Translate

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Marinha dos EUA Investe US$ 90 Mi em Míssil Hipersônico Blackbeard

Acordo com a Castelion visa transição rápida para Capacidade Operacional Inicial e fabricação em escala para caças F/A-18 Super Hornet

A Marinha dos Estados Unidos (US Navy)concedeu um contrato de US$ 89,99 milhões à Castelion Corp. em 25 de agosto de 2026 para acelerar o desenvolvimento do míssil hipersônico de ataque Blackbeard em direção à Capacidade Operacional Inicial (EOC). 

A medida reflete uma mudança estratégica do Pentágono para migrar projetos hipersônicos de protótipos experimentais para armas de alta capacidade de produção industrial. A transição busca fortalecer a capacidade de dissuasão e expandir o alcance operacional das alas aéreas embargadas em porta-aviões no Indo-Pacífico.

O contrato de preço fixo, concedido sob o programa Small Business Innovation Research (SBIR) Fase III, prevê a entrega de 50 armas em configuração EOC até agosto de 2028. Os trabalhos de engenharia, logística e fabricação serão concentrados em Torrance, Califórnia, pavimentando o caminho para transformar o Blackbeard em um Programa de Registro formal da Marinha americana.

A iniciativa visa resolver um gargalo crítico nas armas de nova geração: a capacidade de produção em volume. Historicamente, artefatos hipersônicos enfrentam custos elevados e processos fabris complexos, o que limita o inventário disponível para cenários de conflito prolongado. 

O foco do programa Blackbeard está centrado no projeto simplificado e na escalabilidade industrial, permitindo abastecer arsenais em escala militarmente relevante.

Integração à Aviação Embarcada

A transição operada pela Marinha inclui a integração do sistema ao caça tático F/A-18E/F Super Hornet. A Castelion já realiza testes de aero navegabilidade, segurança de sistemas e procedimentos operacionais voltados para missões a partir de porta-aviões, com meta de alcançar prontidão inicial em 2027.

A combinação entre a velocidade hipersônica e a mobilidade de um grupo de batalha de porta-aviões altera a dinâmica defensiva de eventuais adversários. 

Ao lançar vetores de alta velocidade a partir de plataformas móveis no mar, a força naval elimina eixos fixos de ataque, complicando o planejamento de radares de alerta antecipado e sistemas de defesa antiaérea inimigos.

Além da integração aeronaval, as etapas recentes do programa preveem testes de tiro real na área de responsabilidade do Comando do Indo-Pacífico dos EUA (INDOPACOM). Os ensaios práticos visam validar não apenas a aerodinâmica do vetor, mas a rotina completa de manuseio a bordo, suporte logístico, planejamento de missão e procedimentos de manutenção sob condições operacionais severas.

Ao capacitar a frota com armas hipersônicas produzidas em massa, o Pentágono busca assegurar a profundidade do inventário necessária para operações sustentadas em ambientes altamente contestados.

Nenhum comentário: