Imagens de satélite mostram retorno do porta-aviões a área dentro do alcance de mísseis costeiros iranianos, em meio a escalada de tensões no Estreito de Hormuz
Imagens de satélite de fonte aberta divulgadas na última sexta-feira (10), pela conta MoloMonitor, mostram o porta-aviões nuclear, USS Abraham Lincoln (CVN-72), da Marinha dos Estados Unidos, navegando rumo norte no Golfo de Omã, sem nenhum navio de escolta visível nas proximidades da embarcação.
A posição aproximada registrada foi: 23°00′59.7″N 60°04′07.3″E, área que analistas apontam estar dentro do alcance de determinados sistemas de mísseis costeiros do Irã.
A nova imagem representa uma mudança em relação a observações anteriores. Registros de satélite de 5 de julho haviam indicado que o porta-aviões havia se deslocado para o Mar da Arábia, cerca de 207 km ao sul de sua posição atual. As imagens mais recentes sugerem que o navio retornou ao Golfo de Omã.
Mais de 200 dias de embarque contínuo
O USS Abraham Lincoln é um porta-aviões nuclear da classe Nimitz e está posicionado no Oriente Médio há mais de 200 dias consecutivos. A embarcação foi redirecionada do Mar do Sul da China para a área de responsabilidade do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) no final de janeiro de 2026.
Durante o período de implementação, o navio teria dado apoio à Operação Epic Fury e atuado como capitânia do Grupo de Ataque de Porta-Aviões 3 (CSG-3).
O porta-aviões tem um deslocamento de 104.300 toneladas, medindo 332 metros e pode operar até 90 aeronaves de asa fixa e rotativa. Atualmente, o navio ´comporto pela Ala Aérea Embarcada 9 (CVW-9), que inclui caças F-35C Joint Strike Fighter do Esquadrão de Ataque de Caça dos Fuzileiros Navais 314 (VMFA-314).
Ausência de escolta chama atenção, mas não é conclusiva
A falta de navios de escolta na imagem de satélite, tem chamado atenção porque os porta-aviões da Marinha dos EUA, costumam operar como parte de um grupo de ataque, que normalmente inclui contratorpedeiros lança-mísseis guiados e outras embarcações de apoio.
No entanto, cabe ressalva jornalística: imagens de satélite oferecem apenas um retrato pontual de um local e horário específicos, e os navios de escolta podem estar operando fora do campo capturado pela imagem ou a uma distância maior do porta-aviões.
A Marinha dos Estados Unidos não emitiu, até o momento, comunicado oficial sobre a localização precisa do porta-aviões ou sobre sua configuração atual de escolta.

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