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sábado, 18 de julho de 2026

Marinha do Brasil detalha etapas do licenciamento nuclear do submarino Álvaro Alberto

SecNSNQ já aprovou duas licenças parciais de construção do casco de pressão do primeiro SNCA nacional

A Secretaria Naval de Segurança Nuclear e Qualidade (SecNSNQ) conduz, desde 2020, o processo de licenciamento nuclear naval do Submarino Nuclear Convencionalmente Armado (SNCA) "Almirante Álvaro Alberto", primeiro submarino de propulsão nuclear do Brasil. 

O processo envolve análises técnicas e regulatórias que acompanham cada etapa da construção da embarcação, desde a aprovação das bases de projeto preliminar até a emissão das licenças parciais que autorizam o avanço das obras, segundo informações divulgadas pela Agência Marinha de Notícias.

O licenciamento abrange os sistemas da planta nuclear embarcada, incluindo o reator, e os demais sistemas de bordo que possam influenciar a segurança operacional. Para cada etapa, o requerente precisa apresentar documentação técnica e estudos que comprovem o atendimento às exigências regulatórias aplicáveis ao ciclo de vida do submarino.

Segundo o Secretário Naval de Segurança Nuclear e Qualidade, Almirante de Esquadra (Reserva) Petronio Augusto Siqueira de Aguiar, o objetivo do processo é confirmar o cumprimento dos requisitos estabelecidos para o empreendimento. 

"A atuação da SecNSNQ busca verificar o atendimento aos requisitos regulatórios aplicáveis e é conduzida em alinhamento com práticas internacionais de segurança nuclear naval", afirmou.

Diálogos técnicos reduzem incertezas no processo

Além da análise documental, o licenciamento de cada etapa da construção inclui reuniões entre a SecNSNQ e o requerente das autorizações. Os encontros servem para esclarecer aspectos relacionados aos documentos regulatórios, discutir questões técnicas e identificar a necessidade de estudos complementares.

O Superintendente de Segurança Nuclear Naval e Qualidade, Contra-Almirante (Engenheiro Naval – Reserva) Ivan Taveira, destacou que esses diálogos técnicos permitem esclarecer previamente aspectos regulatórios complexos e orientam o desenvolvimento dos estudos necessários. 

"Essa dinâmica reduz incertezas, aumenta a previsibilidade do processo de licenciamento e preserva, em todos os momentos, a independência técnica da autoridade reguladora", disse.

Linha do tempo do licenciamento

O processo teve início em 2020, com a aprovação pela SecNSNQ das bases de projeto preliminar, documento que estabeleceu as funções de segurança dos componentes, equipamentos e sistemas do submarino, além das normas construtivas que orientam sua fabricação.

Em 2021 e em 2024, a SecNSNQ aprovou, respectivamente, a primeira e a segunda licenças parciais de construção — LPC1 e LPC2. As autorizações permitiram a continuidade da construção do casco de pressão do submarino, estrutura responsável pela resistência mecânica e pela estanqueidade da embarcação durante a operação submersa. 

Equipe da SecNSNQ que atua no licenciamento do SNCA - Imagem: Marinha do Brasil

A emissão de cada licença foi precedida pela análise do relatório preliminar de análise de segurança, documento que reúne estudos e demonstrações referentes ao atendimento dos requisitos regulatórios.

Atualmente, o licenciamento em vigor permite a continuidade da construção do casco de pressão e das estruturas e componentes associados a essa etapa do projeto. O processo prossegue de forma gradual, acompanhando as fases previstas tanto para a construção quanto, posteriormente, para a operação do SNCA "Almirante Álvaro Alberto".

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