Operação FIRECREST reuniu 19 aliados da OTAN em três meses de patrulhas, interceptações e exercícios multidomínio no Flanco Norte da Aliança
O Grupo de Ataque, liderado pelo Porta-Aviões HMS Prince of Wales, concluiu na ultima sexta-feira (24), a primeira fase da Operação FIRECREST 2026, missão de destinada a proteger a região Norte da OTAN, no Ártico e Atlântico Norte.
O anúncio foi feito pela Marinha Real britânica, em um comunicado divulgado em Whale Island, base naval em Portsmouth, no sul da Inglaterra.
A força-tarefa, formada pelo: porta-aviões HMS Prince of Wales, o contratorpedeiro HMS Duncan, o petroleiro RFA Tidespring e por uma ala aérea de caças F-35B Lightning, além de helicópteros e sistemas autônomos não tripulados, zarpou em abril e passou três meses operando ao lado de aliados da OTAN e da Joint Expeditionary Force (JEF).
Nesta sexta-feira, o HMS Prince of Wales e o HMS Duncan retornaram a Portsmouth para permitir licença das tripulações e manutenção das embarcações antes da segunda etapa da missão, prevista para o outono europeu.
Exercício NEPTUNE STRIKE encerra primeira fase
A primeira metade da Operação FIRECREST 2026, teve seu encerramento marcado pelo Exercício NEPTUNE STRIKE, que reuniu dez países da OTAN operando de forma integrada nos domínios aéreo, naval e terrestre no Atlântico.
O objetivo do exercício foi reforçar a chamada proteção de 360 graus do território aliado, demonstrando a capacidade de pessoal e equipamentos de atuarem em conjunto como força de dissuasão unificada.
O núcleo da atividade foram os ataques aéreos de longo alcance realizados pelos F-35B Lightning do 809 Naval Air Squadron, que utilizaram um avião-tanque Voyager da Força Aérea Real (RAF) e um 767 reabastecedor italiano para ampliar seu alcance.
Isso permitiu que as aeronaves realizassem missões não apenas sobre o Atlântico Norte, mas também sobre território polonês. Já os navios do grupo-tarefa concentraram esforços em ações de superfície e antissubmarino, com apoio dos helicópteros Merlin e Wildcat da ala aérea do porta-aviões e reforço da fragata HMS Somerset e de um contratorpedeiro francês incorporado ao grupo.
O comodoro, Donald Mackinnon, subchefe de Estado-Maior de Operações do Comando de Força Conjunta da OTAN em Norfolk (JFC Norfolk), afirmou que o NEPTUNE STRIKE 26-3 demonstrou a capacidade da Aliança de integrar forças marítimas, aéreas, terrestres e multinacionais em uma das regiões estrategicamente mais relevantes da OTAN.
Segundo Mackinnon, operar no Alto Ártico e no Atlântico Norte fortalece a prontidão e a interoperabilidade entre os aliados e assegura o comando sincronizado de operações multidomínio.
Interceptações de aeronaves russas e Policiamento Aéreo inédito
Ao longo da missão, caças F-35B decolaram do HMS Prince of Wales para interceptar um avião de patrulha marítima e guerra antissubmarino russo Tupolev Tu-142, episódio registrado em imagens no dia 2 de julho.
A operação também incluiu a execução da Arctic Sentry, atividade de vigilância reforçada da OTAN, e da missão de Policiamento Aéreo da Aliança, voltada a proteger o espaço aéreo da Islândia e do Ártico contra incursões de aeronaves russas. Segundo a Marinha Real, essa foi a primeira vez que essa missão de policiamento aéreo foi conduzida por aeronaves lançadas do convés de um porta-aviões europeu.
O deslocamento também envolveu operações aéreas combinadas com aliados da OTAN durante o Exercício RAMSTEIN FLAG, ações de caça a submarinos no Exercício DYNAMIC MONGOOSE e um teste anglo-norueguês de táticas com helicópteros, mísseis e embarcações de ataque rápido nas águas confinadas dos fiordes, durante o Exercício TAMBER SHIELD, da Joint Expeditionary Force.
Declarações oficiais
A Ministra das Forças Armadas do Reino Unido, Louise Sandher-Jones, afirmou ter testemunhado pessoalmente o profissionalismo e a dedicação do pessoal das Forças Armadas britânicas que integra o Grupo de Ataque de Porta-Aviões, atuando ao lado de aliados da OTAN para manter a segurança do Atlântico Norte.
Segundo a ministra, nos últimos três meses o grupo esteve na linha de frente da defesa do Flanco Norte da Aliança, dissuadindo atividades russas, protegendo o espaço aéreo da OTAN e treinando com aliados para garantir prontidão de resposta sempre que necessário.
O comodoro Richard Hewitt, comandante do Grupo de Ataque de Porta-Aviões do Reino Unido, declarou que a força naval britânica comprovou repetidamente suas capacidades ao longo dos últimos três meses, comprometendo-as com a OTAN e demonstrando determinação em defender o Flanco Norte da Aliança.
Hewitt destacou que o grupo mostrou capacidade de gerar, sustentar e, quando acionado, defender aliados da OTAN e da JEF contra ameaças no Alto Ártico e no Atlântico Norte, classificando o NEPTUNE STRIKE como um encerramento bem-sucedido da primeira fase.
Escalas portuárias
Antes de retornar ao Reino Unido, o grupo naval visitou a Islândia, onde recebeu a bordo o Secretário de Defesa britânico e o Ministro das Relações Exteriores e o Diretor de Defesa da Islândia, véspera da Cúpula da OTAN em Ancara.
O HMS Prince of Wales também fez escala em Stavanger, na Noruega, enquanto o HMS Duncan visitou os portos de Bergen, na Noruega, Aarhus, na Dinamarca, e Dundee, cidade escocesa afiliada ao navio.
A segunda fase da Operação FIRECREST deve prosseguir no outono europeu, com o grupo naval retornando às águas do norte europeu.





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