Comandante do Exército presidiu evento que incluiu entrega da Medalha Mérito Aviação do Exército e destacou modernização da frota de helicópteros e drones da Força
A Aviação do Exército (AvEx) completou, nesta sexta-feira (4), 40 anos de sua recriação, marco celebrado em cerimônia militar realizada no hangar do Centro de Instrução de Aviação do Exército (CiAvEx), em Taubaté (SP).
A solenidade contou com a presença do Comandante do Exército, General de Exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, que presidiu a entrega da Medalha Mérito Aviação do Exército e acompanhou desfile terrestre e aéreo em homenagem aos militares aeronavegantes da Força.
A programação reuniu integrantes do Alto-Comando do Exército — de gestões passadas e atuais — além de outras autoridades militares. Durante o evento, o Comandante do Exército destacou a importância da AvEx para o cumprimento das missões da Força Terrestre e ressaltou a evolução da capacidade aérea associada ao profissionalismo dos militares que integram o comando.
Ao final da cerimônia, Paiva também reforçou a simbologia das asas da AvEx, associadas à esperança, ao profissionalismo e à abnegação dos militares envolvidos no cumprimento da missão constitucional do Exército Brasileiro.
Estrutura e frota atual
A Aviação do Exército mantém presença em quatro estados: São Paulo (Taubaté), Rio Grande do Sul (Campo Grande), Amazonas e Pará (Belém). Ao todo, a Força opera 96 aeronaves, das quais 51 estão baseadas em Taubaté.
A frota inclui os helicópteros HA-1A Fennec, HM-1A Pantera, HM-3 Cougar, HM-4 Jaguar e HM-2 Black Hawk, este último já contando com o modelo mais recente, o HM-2A. Em Taubaté também opera a Esquadrilha de Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas (SARP), responsável pelo emprego do drone Nauru 1000C.
Da criação à recriação: quatro décadas de história
A origem da aviação militar terrestre brasileira remonta a 1919, com oficialização como 5ª Arma do Exército pela Lei nº 5.168, de 13 de janeiro de 1927. A estrutura foi extinta em 1941, dando origem à Força Aérea Brasileira (FAB), que atuaria na 2ª Guerra Mundial ao lado da Força Expedicionária Brasileira (FEB).
A Aviação do Exército foi recriada em 3 de setembro de 1986, já com emprego de helicópteros, retomando a função de proporcionar aeromobilidade à Força Terrestre em deslocamento de tropas e em missões de combate, resgate e apoio logístico.
O pioneirismo da aviação militar terrestre remonta ao início do século XX, com o Tenente Juventino Fernandes da Fonseca — considerado o primeiro aeronauta militar brasileiro — e sua participação na criação do Parque de Aerostação do Exército, em 1908.
O Capitão Ricardo João Kirk, nascido em 23 de março de 1874, também é reconhecido como Patrono da Aviação do Exército.
Batismo de fogo e experiência operacional
A Operação Traíra, em 1991, marcou o primeiro emprego operacional real da AvEx, com helicópteros HA-1 Esquilo e HM-1 Pantera atuando na região de fronteira com a Colômbia.
Em 1993, a Operação Surumu ampliou essa experiência ao demonstrar a relevância da aeromobilidade na concentração estratégica de tropas, além de registrar o primeiro uso de GPS em uma operação do Exército Brasileiro.
A atuação internacional também contribuiu para a evolução da Força. Em 1997, o destacamento aéreo empregado na Missão de Observadores Militares Equador-Peru (MOMEP) ampliou a experiência operacional da AvEx e impulsionou a incorporação dos helicópteros UH-60L Black Hawk à frota, além do pioneirismo brasileiro no uso de Óculos de Visão Noturna (OVN) em operações militares.
Com informações e fotos: CECOMSEx









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