Drone da Northrop Grumman atinge capacidade operacional inicial e passa a operar ao lado do P-8A Poseidon e do MC-55A Peregrine na RAAF Base Edinburgh
O drone de vigilância MQ-4C Triton, fabricado pela Northrop Grumman, atingiu nesta segunda-feira (22) a Capacidade Operacional Inicial (IOC) na Força Aérea Real Australiana (RAAF), segundo anúncio do Governo da Austrália.
A aeronave não tripulada passa a integrar operações persistentes de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR) na principal área de interesse militar do país, após uma extensa fase de testes operacionais e avaliação conduzida com apoio da fabricante norte-americana.
O Triton está baseado na RAAF Base Tindal, no Território do Norte, e é operado pelo Esquadrão Número 9, sediado na RAAF Base Edinburgh, na Austrália do Sul. A Northrop Grumman Austrália presta suporte às operações realizadas a partir das duas instalações.
Segundo o governo australiano, a entrada em serviço do drone amplia significativamente a capacidade da RAAF de monitorar atividades na região e identificar ameaças emergentes.
Parte de uma estratégia mais ampla de vigilância
O programa Triton integra um investimento maior em plataformas tripuladas e não tripuladas complementares, previsto na Estratégia Nacional de Defesa de 2026 da Austrália.
De acordo com o governo, a frota vai sustentar vigilância persistente, coleta de inteligência, patrulha marítima e guerra eletrônica em toda a área de interesse estratégico do país — um esforço que ganha relevância no momento em que Canberra busca reforçar o monitoramento das rotas marítimas ao redor do continente.
O Triton passará a operar em conjunto com o P-8A Poseidon, aeronave de patrulha marítima, e com o MC-55A Peregrine, plataforma de inteligência e guerra eletrônica, ambos também da RAAF.
Frota de P-8A Poseidon completa e em processo de modernização
A Austrália recebeu em maio seu 14º e último P-8A Poseidon, completando a frota destinada a missões de patrulha marítima, guerra antissubmarino e guerra antissuperfície.
O primeiro de dois exemplares já modernizados com os pacotes Increment 3 Block 2 também foi entregue, o que mantém a interoperabilidade com a Marinha dos Estados Unidos e amplia a capacidade operacional das aeronaves.
Os 12 P-8A restantes passarão por atualização em solo australiano, com apoio da Boeing Defence Australia e de parceiros da indústria local. Os trabalhos serão realizados nas novas instalações de Manutenção e Modificação Profunda, avaliadas em A$200 milhões, recém-inauguradas na RAAF Base Edinburgh — um investimento que reforça a capacidade doméstica de manutenção da frota.
MC-55A Peregrine também atinge capacidade operacional inicial
Além do Triton, o MC-55A Peregrine também alcançou a Capacidade Operacional Inicial, após concluir sua própria fase de testes e avaliação. Três unidades já foram entregues à RAAF, e a quarta e última aeronave do programa deve chegar ainda neste ano.
A concentração dos três programas — Triton, Poseidon e Peregrine — na RAAF Base Edinburgh consolida a Austrália do Sul como polo estratégico do complexo de inteligência e vigilância aérea do país. Segundo o governo, a base sustenta capacidades de defesa avançadas, geração de empregos qualificados e o fortalecimento de uma indústria de defesa soberana.
Declarações oficiais
O vice-primeiro-ministro em exercício e ministro da Defesa, Richard Marles, destacou o papel crescente da Base Edinburgh.
"A Austrália do Sul é central para esse esforço. A RAAF Base Edinburgh está se tornando um dos polos mais importantes do país para capacidade de Defesa avançada, apoiando nossa segurança nacional e empregos australianos altamente qualificados", afirmou.
Marles também citou o volume do investimento em curso. "O Governo Albanese está investindo aproximadamente $5,5 bilhões ao longo da década para continuar aprimorando as capacidades de inteligência, vigilância e reconhecimento aéreo, além de patrulha e resposta marítima da ADF, o que criará oportunidades adicionais para a indústria australiana no futuro."
Já o Chefe da Força Aérea, Marechal do Ar Stephen Chappell, ressaltou o trabalho conjunto entre Forças Armadas, setor público e indústria para viabilizar o marco.
"Nosso pessoal esteve no centro da entrega da capacidade de inteligência, vigilância e reconhecimento aéreo para a Austrália, demonstrando habilidade excepcional, profissionalismo e dedicação", disse.
Segundo Chappell, a conquista representa "um passo significativo para a capacidade da Força Aérea, entregando vigilância marítima persistente e de longo alcance" dentro do conceito de força integrada e focada da RAAF.
Fonte: Defence Industry Europe — https://www.defence-industry-europe.com — tradução e adaptação textual: DefesaTvNews

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