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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Operação Aratu XI: Exercício com Tiro Real na AMAN Valida Prontidão da Brigada Aeromóvel

Exército Brasileiro certifica capacidade de combate da Força-Tarefa Aeromóvel com emprego integrado de fuzis, metralhadoras, morteiros, obuseiro 105 mm e canhão Carl Gustaf 84 mm

O Exército Brasileiro (EB) concluiu, no final de junho de 2026, na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em Resende (RJ), o Exercício Tático com Tiro Real da Subunidade (ETTR), etapa culminante da segunda fase da Operação Aratu XI. 

A atividade reuniu mais de 500 militares de 14 organizações militares e teve como objetivo validar procedimentos operacionais e certificar a prontidão de combate da tropa em cenário simulado de alta intensidade.

Da coordenação de fogos ao assalto final

A metodologia do ETTR foi estruturada em quatro etapas progressivas: planejamento tático, treinamento de coordenação de fogos e validação dos armamentos, exercício com munição de festim e, por fim, o exercício com munição real. A sequência permitiu aperfeiçoar a coordenação entre as frações e a sincronização de fogos antes da execução do exercício principal.

Na fase de infiltração, elementos avançados realizaram a proteção da zona de desembarque, com apoio de fogo de metralhadora calibre .50 embarcada em uma aeronave Esquilo (Fennec). Na sequência, uma companhia avançou pela faixa de infiltração em direção à linha de contato, onde foram executados fogos de preparação pelos meios de apoio para simular a neutralização das posições inimigas antes do ataque.

Ao atingir a linha de contato, a tropa executou o ataque coordenado com uma gama variada de sistemas de armas: fuzis, metralhadoras MAG, metralhadoras Minimi 7,62 mm, morteiro 81 mm, obuseiro 105 mm e canhão sem recuo Carl Gustaf 84 mm. A integração entre os meios de apoio e as frações de combate foi determinante para a execução das ações previstas.

Na fase final, os militares empregaram munições fumígenas para mascarar a progressão da tropa durante a abertura de brecha em obstáculo, concluindo a operação com o assalto às posições inimigas simuladas e a conquista do objetivo.

Certificação como selo de prontidão operacional

O Comandante da Brigada de Infantaria Aeromóvel (Bda Inf Amv), General de Brigada Pedro Aires Pereira Júnior, ressaltou o significado do exercício para a certificação da tropa. 

"Chegamos ao término desse ciclo de certificação com a realização do exercício tático com tiro real, tendo a oportunidade de observar a manobra e a capacidade de uma companhia de fuzileiros orgânica do 5º Batalhão de Infantaria Aeromóvel, que constitui a base da nossa Força-Tarefa Aeromóvel. Eles terão a oportunidade de conquistar um objetivo realizando seu próprio movimento e contando com todo o apoio de fogo orgânico do batalhão e da Brigada", declarou o general.

O oficial acrescentou que a certificação representa um selo de qualidade concedido pelo Comando de Operações Terrestres, garantindo o elevado nível de prontidão das tropas e a capacidade de desdobrar efetivos para o cumprimento de qualquer missão.

O Capitão Daniel Chicarino, oficial de ligação de Artilharia no exercício, destacou a atuação da 2ª Bateria de Obuses do 20º Grupo de Artilharia de Campanha Aeromóvel. "A bateria executou diversas missões de tiro, colocando em prática todo o conhecimento adquirido ao longo do ano de instrução. 

A execução do tiro real representa o coroamento desse processo, iniciando nossa prontidão permanente", afirmou, acrescentando que o exercício prepara a unidade para prestar apoio de fogo eficiente à Brigada de Infantaria Aeromóvel.

A experiência operacional também foi relevante para os mais jovens. A Aspirante Médica Isabelle Cavarzan, do 5º Batalhão de Infantaria Aeromóvel (5º BI Amv), integrou a equipe de saúde que apoiou a operação. "Tenho apenas quatro meses de Força, e essa experiência tem sido extremamente enriquecedora", relatou, destacando a importância do treinamento em saúde dentro de um contexto operacional real.

Projeto Força 40 e transformação do Exército

A Operação Aratu XI contou com a participação do Comando de Operações Terrestres (COTER), do Centro de Adestramento Leste (CA Leste), da 2ª Divisão de Exército (2ª DE), da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), do 1º Batalhão de Aviação do Exército (1º BAvEx) e da Brigada de Infantaria Aeromóvel.

Com o encerramento do exercício, o Exército Brasileiro avança no preparo operacional dentro do contexto do Projeto Força 40, alinhado à Política de Transformação do Exército Brasileiro. O objetivo é formar e manter tropas capazes de atuar em qualquer parte do território nacional e em áreas de interesse estratégico, com poder de combate ofensivo para neutralizar ameaças.







Fonte: Centro de Comunicação Social do Exército (CCOMSEx)
Texto: 2º Ten Renata (CCOMSEx)
Fotos: 1º Sgt Peres (CCOMSEx)

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