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sábado, 25 de julho de 2026

Fragata Independência usa helicóptero e mergulhadores em resgate na costa da Guiana

Fragata emprega helicóptero AH-11B Super Lynx e equipe de mergulhadores para apoiar operação internacional que já resgatou 76 pessoas e recuperou 69 corpos

A Fragata Independência (F44), da Marinha do Brasil (MB), presta apoio logístico às operações de busca e salvamento dos tripulantes e passageiros da balsa MV Barima, que naufragou no último sábado, dia 18 de julho, nas proximidades de Georgetown, capital da Guiana. 

O navio brasileiro integra o esforço multinacional de resgate ao lado de meios da França, de Trinidad e Tobago e de outras nações, com o objetivo de localizar as pessoas que ainda seguem desaparecidas.

A balsa MV Barima naufragou a cerca de 11 quilômetros da costa guianense enquanto realizava a travessia entre a região de Georgetown e a aldeia de Port Kaituma, no interior do país. O número de pessoas a bordo, inicialmente estimado em 133, foi atualizado pelo governo da Guiana para 179. 

Até o momento, 76 pessoas foram resgatadas com vida e 69 corpos foram recuperados, restando 34 desaparecidos.

Como a Marinha do Brasil chegou ao caso

A Fragata Independência realizava trânsito entre a América do Norte e a América do Sul, após participar de exercícios multinacionais no Atlântico Norte, quando o caso chegou ao conhecimento da Marinha por meio do SALVAMAR BRASIL, sistema responsável pela coordenação de buscas e salvamento marítimo sob responsabilidade brasileira. A partir daí, o navio foi direcionado para reforçar as ações de resgate na costa guianense.

Capacidades empregadas pelo navio brasileiro

Além da aeronave orgânica AH-11B Super Lynx, a Independência conta com uma equipe de seis mergulhadores especializados, empregados nas buscas subaquáticas. As buscas visuais na superfície podem ser conduzidas tanto pelo próprio navio quanto pela aeronave embarcada, enquanto as lanchas da fragata dão suporte direto às operações de mergulho.

Segundo o comandante do navio, capitão de fragata Nícolas Pflueger Raynal Lira, a Independência dispõe de capacidades próprias adequadas à natureza da operação. 

"Possuímos, a bordo, elevada capacidade de busca por meio do nosso helicóptero, bem como meios especializados como os de mergulho para garantir o pronto emprego nas ações de localização e resgate. Nos solidarizamos com as famílias das vítimas e seguimos à disposição para auxiliar as autoridades da Guiana", afirmou o comandante.

Coordenação internacional

A operação de busca e salvamento é acompanhada e coordenada pelo Centro de Coordenação de Resgate Marítimo da Guiana, que reúne meios de diferentes países no esforço de localizar os desaparecidos e assistir as famílias das vítimas.









Com informações e fotos: Agência Marinha de Notícias

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