Segundo lote de produção em série inclui 45 sensores infravermelhos para a Marinha dos EUA e três para a Real Força Aérea Australiana, com entregas até fevereiro de 2031
Segundo lote de produção em série
O contrato corresponde ao segundo lote de produção em ritmo pleno (full-rate) do IRST Block II. Do total, 45 sensores infravermelhos serão entregues à Marinha dos EUA e três à Real Força Aérea Australiana.
O pacote também inclui 74 processadores, 27 unidades de medição inercial para a Marinha, equipamentos de teste, peças sobressalentes, equipamentos de manutenção e materiais de produção.
Os recursos foram integralmente empenhados na assinatura. São US$ 232,5 milhões em fundos de aquisição de aeronaves da Marinha para o ano fiscal de 2026, US$ 1,6 milhão do fundo de capital de giro da Marinha e US$ 10,8 milhões aportados pela Austrália por meio do programa de Vendas Militares ao Exterior (FMS).
Rastreio passivo complementa o radar
O sistema é baseado no sensor infravermelho de onda longa IRST21, da Lockheed Martin, que detecta e rastreia alvos aéreos a partir de suas assinaturas infravermelhas, sem transmitir sinais de radar. Ele complementa o radar de varredura eletrônica ativa (AESA) AN/APG-79 do Super Hornet e oferece mais um meio de detectar e acompanhar aeronaves a longas distâncias.
Por operar de forma passiva, o IRST permite ao caça procurar alvos sem revelar sua posição por meio de emissões. A característica é útil em espaços aéreos disputados, nos quais a guerra eletrônica e a interferência eletromagnética podem limitar o emprego do radar.
O equipamento funciona de forma independente ou em conjunto com outros sensores, fornecendo dados de rastreio e de pontaria que apoiam engajamentos com mísseis além do alcance visual.
O sensor também pode ajudar a detectar e rastrear aeronaves de baixa assinatura de radar, incluindo caças de quinta geração. O desempenho, porém, depende de fatores como condições atmosféricas, características do alvo e ambiente operacional.
Sensor fica em tanque de combustível modificado
O IRST é instalado na seção dianteira de um tanque externo de combustível modificado, no eixo central, sob a fuselagem do Super Hornet. A disposição garante amplo campo de visão sem ocupar um ponto de armamento dedicado, embora o tanque modificado tenha menos capacidade de combustível que um tanque central convencional.
A configuração Block II traz cabeçote eletro-óptico modificado, novo processador central e algoritmos de software atualizados, desenvolvidos para melhorar a detecção e o rastreio em relação às versões anteriores.
Programa já está em produção em série
A Marinha dos EUA declarou a capacidade operacional inicial (IOC) do IRST Block II no F/A-18E/F em fevereiro de 2025, de acordo com o material-base, e o programa avançou para a produção em série. Outras publicações especializadas, porém, situam essa declaração em novembro de 2024.
O novo contrato mantém a produção para as frotas de Super Hornet da Marinha dos EUA e da Austrália e dá às tripulações uma capacidade adicional de sensor passivo para detecção e rastreio de alvos aéreos e consciência situacional em ambientes eletromagnéticos contestados.
Fonte: The Defense News — tradução e adaptação textual: DefesaTvNews

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