Pasta não detalha quais objetivos da Aliança foram atingidos, e caso reforça o debate sobre estoques esgotados de munição, defesa antiaérea e sistemas Patriot na Europa
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| Lançadores do sistema alemão MIM-104 Patriot |
O Ministério da Defesa da Holanda, reconheceu nesta quarta-feira (7), que o apoio militar enviado à Ucrânia, afeta a prontidão de combate das Forças Armadas do país e dificulta o cumprimento das metas de capacidade da OTAN.
A pasta, descreveu o impacto como um "efeito de deslocamento", mas não informou quais metas foram afetadas nem o nível de prontidão de cada unidade.
Tensão entre ajuda externa e estoques nacionais
Tal reconhecimento, mostra a tensão crescente entre fornecer equipamentos a Kiev e manter inventários nacionais, em níveis compatíveis com um conflito convencional de grande escala. A recusa em detalhar quais objetivos da OTAN foram atrasados impede, por ora, medir a extensão do problema.
Em resposta ao Parlamento, sobre as contas da Defesa de 2025, o ministro da defesa classificou os efeitos do apoio à Ucrânia sobre a prontidão como "significativos, mas aceitáveis", considerando o interesse do país em uma Europa segura, e afirmou que medidas para mitigá-los estão em andamento.
Um problema que vai além dos Países Baixos
O caso da Holanda, reflete uma situação mais ampla na OTAN. As Forças Armadas europeias, chegaram a guerra com estoques pensados para tempos de paz e para contingências curtas de alta intensidade.
A demanda ucraniana por munição de artilharia, interceptadores antiaéreos, armas antitanque e veículos blindados teria exposto limites tanto nos estoques quanto na capacidade industrial.
O ministério, teria informado que o país destinou cerca de € 11,7 bilhões, em apoio militar à Ucrânia até fevereiro de 2026. A munição de artilharia seria um dos exemplos mais visíveis: países europeus enviaram milhões de projéteis, e a produção nova está longe de repor o que foi transferido, segundo a publicação.
Alemanha e os sistemas Patriot
O esgotamento dos arsenais europeus, ganhou atenção à medida que as tensões com a Rússia aumentaram. Em março, autoridades alemãs teriam dito ao Wall Street Journal que o país ficou mal protegido contra possíveis ataques aéreos ou com mísseis, por causa da transferência de sistemas, em especial os de defesa antiaérea de longo alcance MIM-104 Patriot, para a Ucrânia.
Este quadro só piorou com o envio, dos Patriot restantes para proteger a Polônia, no flanco oriental da OTAN a partir do fim de 2025.
Alemanha, Holanda e Estados Unidos foram os três primeiros países a doar sistemas Patriot à Ucrânia, no início de 2023. Em 9 de abril de 2024, a então ministra das Relações Exteriores alemã, Annalena Baerbock, admitiu em Berlim que os estoques do país estavam praticamente esgotados. "Infelizmente, esgotamos quase por completo os arsenais dos nossos próprios sistemas Patriot", disse.
Ela afirmou ainda que defendeu, em reunião de chanceleres da OTAN, a necessidade de verificar a disponibilidade desses sistemas na Europa e no mundo, e que o governo alemão faria o possível para obtê-los para a Ucrânia.
Fonte: Military Watch Magazine — tradução e adaptação textual: DefesaTvNews

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