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sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Armada Argentina conclui avaliação técnica e aguarda decisão do governo sobre três submarinos

Chefe do Estado-Maior Conjunto confirma que Scorpène Evolved e Type 209NG foram avaliados pela Armada Argentina; decisão final será política e financeira

O chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas da Argentina, almirante Marcelo Della Nogare, confirmou durante conferência em Buenos Aires que, França e Alemanha apresentaram propostas para o fornecimento de três submarinos à Armada Argentina. 

Segundo ele, as duas ofertas preveem financiamento de 100% do valor das embarcações, com pagamento em parcelas. A força não dispõe hoje de submarinos operativos, e a escolha do fornecedor ainda depende de uma definição do governo em Buenos Aires.

Na mesma apresentação, o almirante tratou do cenário geopolítico internacional e dos principais desafios da Defesa argentina. As informações foram divulgadas em 8 de outubro de 2026.

Dois modelos na mesa

Os projetos avaliados são o francês Scorpène Evolved, da Naval Group, e o alemão Type 209NG, da TKMS (ThyssenKrupp Marine Systems). 

A Armada Argentina já concluiu a avaliação técnica e definiu qual das duas opções considera mais adequada aos seus requisitos. O material divulgado não informa qual foi a preferida.

Decisão política e financeira

De acordo com Della Nogare, a seleção não depende apenas do aspecto técnico. Fatores geopolíticos, estratégicos e financeiros também pesarão, além das características de cada proposta. 

O esquema de financiamento é um dos pontos centrais, já que ambas as ofertas cobrem a totalidade do valor com pagamentos parcelados.

Concluída a etapa técnica, o processo passa para o campo das definições políticas e financeiras do governo argentino.

Entre cinco e seis anos até o primeiro submarino

O chefe do Estado-Maior Conjunto afirmou que a recuperação da capacidade submarina será um projeto de longo prazo. Entre a assinatura do contrato e a chegada do primeiro submarino, o intervalo estimado é de cinco a seis anos.

O prazo, segundo Della Nogare, traz um desafio adicional: a tecnologia militar evolui, e o que estiver disponível na entrega pode ser diferente do que existia no momento da assinatura. O almirante ressaltou que as duas propostas têm nível tecnológico elevado.

Capacidade hoje inoperante

A eventual incorporação dos três submarinos permitiria à Argentina recuperar uma capacidade que atualmente não está operacional. Isso, porém, só ocorrerá após a decisão política e a posterior formalização do contrato. 

A escolha definirá não só o país fornecedor, mas também as condições financeiras e estratégicas de um dos principais programas de modernização da Armada.

O que já se sabia

Segundo o jornal chileno, Emol, o projeto de Orçamento 2027 enviado ao Congresso argentino prevê um crédito de US$ 2,3 bilhões para a compra de três submarinos convencionais, com destino à Base Naval de Mar del Plata. A Armada perdeu sua capacidade submarina após o naufrágio do ARA San Juan, em novembro de 2017.

Em junho de 2026, o governo argentino afirmou, que não havia contrato nem compra em andamento. Na ocasião, informou que a avaliação técnica da Armada considerou os dois modelos aptos para a missão. 

O jornal, Conclusión, registrou ainda que o Ministério da Defesa assinou uma carta de intenções com a Naval Group em novembro de 2024, mas o contrato definitivo não foi firmado por divergências nas condições de financiamento.

Nacionalização de materiais

Na mesma conferência, Della Nogare adiantou que o governo analisa retomar a fabricação nacional de fuzis e munições por meio da Fabricaciones Militares. A iniciativa busca fortalecer a base industrial de defesa e reduzir a dependência externa em determinados produtos e componentes de uso militar. 

O plano integra um processo mais amplo de modernização das Forças Armadas, que combina a recuperação de capacidades industriais com a incorporação de novos sistemas de armas.

Fonte: FronteraMilitar — tradução e adaptação textual: DefesaTvNews

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