Armamento nacional atingiu alvo a 2,5 quilômetros durante ensaio conduzido pelo CTEx com apoio do CAEx no Rio de Janeiro
O Exército Brasileiro (EB) realizou, nesta quinta feira, 28 de maio, mais um teste operacional do míssil anticarro MAX 1.2 AC, considerado um dos principais projetos estratégicos da Base Industrial de Defesa (BID) nacional voltados ao desenvolvimento de armamentos guiados de fabricação inteiramente brasileira.
A atividade foi conduzida na Linha I do Campo de Provas da Marambaia, no Rio de Janeiro, com apoio do Centro de Avaliações do Exército (CAEx) — “Campo de Provas da Marambaia/1948” — e coordenação do Centro Tecnológico do Exército (CTEx), órgão responsável pelo desenvolvimento do sistema.
Segundo o EB, o ensaio teve como principal objetivo verificar o desempenho do Sistema e Material de Emprego Militar (SMEM) em distâncias superiores a dois mil metros. O disparo foi realizado com um míssil dotado de cabeça de guerra ativa e registrou 100% de acerto em um alvo posicionado a 2.500 metros.
O teste confirmou os parâmetros operacionais previstos para o sistema após ajustes realizados no receptor laser, componente responsável pelo guiamento do míssil durante a trajetória até o alvo.
A atividade foi acompanhada pelo Chefe do CAEx, General de Brigada João Paulo Zago, e pelo Chefe do CTEx, General de Brigada Maurício Ramos de Resende Neves. Também participaram militares, engenheiros militares e técnicos das duas organizações, além de engenheiros e especialistas da SIATT, empresa estratégica de defesa responsável pela fabricação do armamento.
O MAX 1.2 é resultado do trabalho conjunto entre o Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação do Exército (SCTIEx) e a SIATT, integrante da BID e Segurança brasileira.
Para o Exército, o programa possui elevada relevância estratégica e tecnológica por reunir concepção, desenvolvimento, engenharia e fabricação integralmente nacionais, característica considerada fundamental para ampliar a autonomia do País em sistemas de armas guiadas e reduzir dependências externas em tecnologias sensíveis de defesa.
O desenvolvimento de sistemas nacionais também é visto pela Força Terrestre como elemento importante para fortalecer a capacidade dissuasória brasileira e ampliar o poder de combate das tropas em cenários modernos de emprego operacional.
Embora o Exército não tenha divulgado novos detalhes técnicos sobre o sistema além dos dados do ensaio, o MAX 1.2 integra o processo de modernização das capacidades anti carro da Força Terrestre, acompanhando tendências observadas em conflitos contemporâneos, nos quais armamentos guiados de precisão ganharam papel cada vez mais relevante no campo de batalha.
A continuidade dos testes demonstra ainda o avanço do processo de maturação tecnológica do míssil, incluindo aperfeiçoamentos em sensores, guiagem, integração operacional e confiabilidade do sistema.
Segundo o Exército Brasileiro, a iniciativa reforça o compromisso da Força Terrestre com o desenvolvimento de soluções inovadoras alinhadas às necessidades estratégicas de defesa do País e às exigências do combate moderno.
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