Sistemas autônomos, robótica militar, drones, comunicações táticas e armamentos inteligentes estiveram entre os destaques da atividade realizada no Quartel-General do Exército
O Exército Brasileiro (EB), por meio do Comando de Operações Terrestres (COTER) realizou nesta quarta feira (27), na sede do Quartel-General, em Brasília (DF), uma exposição tecnológica voltada à apresentação de capacidades emergentes aplicadas ao ambiente operacional contemporâneo.
A atividade reuniu sistemas relacionados a guerra multi domínio, robótica terrestre, drones, comunicações táticas, armamentos inteligentes e soluções voltadas ao preparo da tropa para cenários de combate modernos.
A iniciativa faz parte do processo de acompanhamento tecnológico conduzido pela COTER, com foco na modernização operacional e na ampliação de capacidades relacionadas à transformação digital do campo de batalha.
Durante a exposição, militares e representantes da indústria apresentaram equipamentos voltados a reconhecimento, vigilância, comando e controle, apoio ao combate e operações autônomas.
Entre os sistemas expostos esteve o SARP Harpia, plataforma aérea remotamente pilotada voltada a missões de inteligência, vigilância e reconhecimento. Também foram apresentados os sistemas anti-drones SIMAD-C e o radar AESA ATALAIA, ambos direcionados à detecção, monitoramento e neutralização de ameaças aéreas de baixa assinatura, cenário que ganhou relevância nos conflitos recentes envolvendo drones táticos e munições vagantes.
A área de robótica militar concentrou parte significativa das demonstrações tecnológicas. Plataformas terrestres tele operadas foram exibidas com aplicações potenciais em reconhecimento, apoio logístico, desminagem, monitoramento de áreas de risco e operações em ambientes hostis. Drones empregados em navegação, guiamento e reconhecimento tático também integraram a exposição.
No segmento de armamentos e apoio ao combate, o Exército apresentou o Fuzil T4, lançadores de granadas de 40 mm integrados a plataformas aéreas não tripuladas e munições vagantes com capacidade ant blindado.
Os sistemas refletem uma tendência observada em forças armadas ao redor do mundo, marcada pela crescente integração entre drones e armamentos de precisão de menor porte.
Outro ponto de destaque foi a presença de simuladores de combate voltados ao adestramento operacional. Foram demonstrados simuladores anti blindado (ATGM) e sistemas de treinamento anti drones, utilizados para preparação de tropas diante de ameaças modernas presentes no ambiente multi domínio.
A exposição também reuniu soluções voltadas a comando e controle, incluindo sistemas de comunicações táticas, satélites de órbita baixa, antenas de transmissão de dados, computadores de missão e plataformas inerciais de fibra óptica e de baixo custo.
Segundo o EB, essas tecnologias contribuem para ampliar a consciência situacional, a conectividade entre unidades e a integração de informações em tempo real no campo de batalha.
A atividade evidencia o interesse da Força Terrestre em acompanhar a rápida evolução tecnológica observada nos conflitos contemporâneos, especialmente no emprego combinado de drones, sensores distribuídos, guerra eletrônica e sistemas autônomos.
Nos últimos anos, o conceito de combate multi domínio passou a ocupar posição central em diversos programas de modernização militar ao redor do mundo, priorizando integração entre capacidades terrestres, aéreas, cibernéticas, espaciais e eletromagnéticas em operações de alta complexidade.

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