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sábado, 23 de maio de 2026

Exército Brasileiro acompanha testes de aceitação da metralhadora FN Minimi MK3 na Bélgica

Avaliações técnicas realizadas na FN Herstal buscam garantir desempenho operacional, confiabilidade mecânica e suporte logístico de longo prazo para o armamento

Uma comitiva da Chefia de Material do Comando Logístico (COLOG/C Mat) acompanhou, entre os dias 4 e 8 de maio, o Teste de Aceitação da metralhadora FN Minimi 7,62mm MK3 nas instalações da fabricante FN Herstal, em Liège, na Bélgica. 

O procedimento, conhecido internacionalmente como Factory Acceptance Test (FAT), integra o processo de validação técnica do armamento antes da entrega ao Exército Brasileiro (EB).

O objetivo da missão foi verificar se os futuros lotes da Minimi MK3 atendem integralmente aos requisitos operacionais, mecânicos e logísticos definidos pelo Exército. 

Durante os testes, foram avaliados parâmetros relacionados à confiabilidade do sistema, precisão, resistência estrutural, funcionamento em ciclos prolongados de disparo e comportamento da arma sob diferentes condições de emprego.

A Minimi MK3, no calibre 7,62x51 mm no padrão OTAN, representa uma evolução significativa da tradicional família Minimi, amplamente utilizada pelas forças da OTAN e unidades de operações especiais em diversos países. 

A versão MK3 incorpora melhorias ergonômicas, redução de peso, coronha ajustável telescópica, trilhos Picatinny integrados e sistemas aprimorados de gerenciamento térmico e alimentação.

Tecnicamente, a arma opera por ação a gás com ferrolho rotativo e alimentação por fita metálica desintegrável, oferecendo elevada cadência de tiro sustentado para apoio de fogo de esquadra e infantaria mecanizada. O modelo pode operar tanto com alimentação por cinta quanto, em algumas configurações, por carregadores compatíveis no padrão OTAN.

Outro aspecto importante avaliado durante o FAT foi a durabilidade de componentes críticos classificados como itens de “alta mortalidade logística”, peças submetidas a elevado desgaste operacional, como canos, conjuntos de alimentação, ferrolhos, molas recuperadoras e sistemas de extração.

Segundo o Comando Logístico, também foram discutidas possibilidades de suporte logístico continuado por parte da FN Herstal, incluindo fornecimento de peças sobressalentes, assistência técnica, documentação técnica especializada e eventual transferência de conhecimento para manutenção de longo prazo.

A realização do teste diretamente na linha de produção permite ao Exército validar o cumprimento integral do contrato ainda na origem, reduzindo riscos de não conformidades técnicas após o recebimento no Brasil. O procedimento também evita atrasos decorrentes de correções fabris posteriores e fortalece a prontidão logística da Força Terrestre.

A incorporação da Minimi MK3 faz parte do processo de modernização dos meios individuais de combate do EB, especialmente voltado às tropas de infantaria leve, mecanizada e forças de pronta resposta. O armamento amplia a capacidade de supressão de fogo, mobilidade e letalidade em operações de combate convencional e ambientes urbanos.

Especialistas militares destacam que metralhadoras leves modernas como a Minimi MK3 tornaram-se fundamentais nos conflitos contemporâneos devido à necessidade crescente de fogo sustentado de alta mobilidade, especialmente em operações descentralizadas e combate aproximado.

Para o EB, a padronização de armamentos modernos integrados à doutrina da OTAN também contribui para ampliar interoperabilidade em missões internacionais, exercícios combinados e operações de coalizão.

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