Integrada à Operação Formosa 2026, a EDEF reuniu a Marinha, representantes do Exército e da Força Aérea e fabricantes de drones, armamentos e sistemas de comando e controle no Campo de Instrução de Formosa
A Marinha do Brasil (MB), por meio do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN), realizou a primeira Exposição de Defesa Expedicionária em Formosa (EDEF), entre os dias 21 e 24 de setembro, no Campo de Instrução de Formosa (CIF), em Goiás, de forma integrada à Operação Formosa 2026.
O evento, reuniu cerca de 25 empresas da Base Industrial de Defesa (BID) e quatro expositores institucionais da MB. A proposta foi, aproximar quem emprega as capacidades militares de quem desenvolve as tecnologias usadas pela Defesa, transformando necessidades operacionais em soluções para a Defesa Nacional.
Da necessidade operacional à tecnologia
Quem esteve no CIF, encontrou uma estrutura que foi além dos exercícios da Operação Formosa 2026.
Nos estandes, foram registrados drones de reconhecimento de diferentes alcances, sistemas de ataque e apoio logístico, armamentos portáteis, equipamentos de comunicação, munições não letais, soluções de proteção balística, uniformes especiais, sistemas de comando e controle, mísseis e foguetes.
Um simulador ,do Míssil de Superfície Anticarro MAX 1.2 AC, foi um dos destaques da exposição.
De acordo com o Comando do Material de Fuzileiros Navais (CMatFN), a aproximação entre operadores e indústria permite que as soluções sejam desenvolvidas a partir de necessidades reais. Ao conhecer de perto as demandas de uma tropa expedicionária, a indústria compreende melhor os desafios do emprego operacional e pode aperfeiçoar seus produtos.
Nos espaços da Marinha, os visitantes puderam observar estruturas ligadas ao desenvolvimento tecnológico, à produção de equipamentos para emprego próximo à linha de frente, às capacidades de combate aéreo e aos sistemas de comando e controle.
Um dos exemplos apresentados foi a atuação conjunta do Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM) e do Centro de Análises de Sistemas Navais (CASNAV) em soluções de Comando e Controle para o Corpo de Fuzileiros Navais.
A EDEF também serviu para divulgar iniciativas em andamento na Marinha, como a Encomenda Tecnológica voltada ao desenvolvimento de um Sistema de Drones de Reconhecimento e Ataque Expedicionário.
Indústria e usuários frente a frente
Para as empresas, o contato direto com os usuários finais ajudou a entender melhor as demandas do ambiente de emprego. A gerente de projetos da Safety Wall, Viviane Miguelote, destacou esse ponto:
"Destaco especialmente esse contato com as Forças Armadas, já que pudemos ouvir os militares, as necessidades da Marinha, Exército e Força Aérea, para que a gente possa direcionar o nosso investimento no desenvolvimento de novas tecnologias".
Três Forças em operação
A EDEF, ocorreu em paralelo à Operação Formosa 2026, exercício conjunto coordenado pelo Ministério da Defesa, que reuniu meios e tropas da Marinha, do Exército Brasileiro (EB) e da Força Aérea Brasileira (FAB).
A proximidade entre os dois eventos permitiu observar a tecnologia exposta nos estandes dentro de um ambiente operacional mais amplo. No campo, militares da Marinha e do Exército atuaram em conjunto, apoiados por meios blindados e fogos de artilharia, além de aeronaves e sistemas não tripulados.
Representante do Comando Militar do Sul (CMS), o Major Vinicius Gianni Martins, do EB, avaliou a participação como uma oportunidade de divulgar a modernização das Forças. "Para nós é muito importante poder participar desse evento para divulgar o nosso mais novo produto de defesa, a viatura Centauro II, e mostrar principalmente as nossas capacidades e modernização constante que acontece não só no Exército, mas em todas as três Forças", afirmou.
O Comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, e outras autoridades estiveram diante da viatura, de origem italiana.
Vitrine da Base Industrial de Defesa
A presença de empresas de diferentes segmentos, fez da EDEF uma espécie de vitrine da capacidade tecnológica disponível no país para o setor de defesa. Autoridades do Ministério da Defesa e das três Forças Armadas acompanharam o evento.
A Secretária-Geral do Ministério da Defesa, Cinara Wagner Fredo, vê na aproximação entre setor público, Forças Armadas e indústria uma chance de fortalecer capacidades estratégicas. "Essa exposição mostrou que tecnologia e desenvolvimento têm tudo a ver com as Forças e que essa integração com as empresas faz diferença nas atividades do dia a dia da Marinha, do Exército e da Força Aérea, além de reforçarmos a importância da valorização da produção nacional, uma vez que são empresas 100% brasileiras", disse.
Demonstração de Integração de Forças
No dia 24, a exposição foi englobada pela Demonstração de Integração de Forças, que apresentou ao público e às autoridades parte das capacidades empregadas na Operação Formosa.
Meios terrestres, aéreos e não tripulados, entre eles carros de combate, viaturas blindadas, meios anfíbios e tropas de infantaria, participaram de uma sequência de ações. Entre elas, salto livre operacional, apoio de fogo aéreo e emprego de equipe antidrone.
Realizada há 38 anos, a Operação Formosa visa ao emprego conjunto das Forças Armadas e, em 2026, contou com cerca de três mil militares. Ao fim dos quatro dias, a EDEF deixou como balanço a ideia de que a capacidade de defesa resulta de um processo contínuo de preparo, desenvolvimento tecnológico e integração entre quem emprega, quem desenvolve e quem produz.
Fonte: Agência Marinha de Notícias / Foto: Primeiro-Sargento (Fuzileiro Naval) Ibrahim — adaptação textual: DefesaTvNews










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