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sábado, 3 de outubro de 2026

Operação Formosa 2026 amplia cooperação militar com Estados Unidos, França e Paraguai no Planalto Central

Operação Formosa fortalece a interoperabilidade entre as três Forças Armadas e possibilita o emprego controlado de munição real

Coordenada pelo Ministério da Defesa (MD), a Operação Formosa 2026 contou com meios e tropas da Marinha do Brasil (MB), do Exército Brasileiro (EB) e da Força Aérea Brasileira (FAB), proporcionando o treinamento das Forças Armadas em um ambiente operacional integrado. 

Realizado desde 1988 no Campo de Instrução de Formosa (CIF), em Goiás, o exercício envolveu o deslocamento estratégico de recursos humanos e materiais provenientes de diferentes regiões do País e permitiu colocar à prova as competências militares em um cenário que exige coordenação, interoperabilidade e emprego conjunto dos meios disponíveis.

Além dos 2.900 militares brasileiros, houve a participação de tropas dos Estados Unidos, da França e do Paraguai, além de observadores internacionais da Argentina, de Angola, da Bolívia, de Camarões, da França, da Itália, do México e do Paraguai. 

Após 11 dias superando todas as dificuldades no ambiente hostil do Cerrado, as atividades foram finalizadas na quinta-feira (24/09) com uma grande demonstração operativa em que foram apresentadas, de maneira sequencial e integrada, algumas das principais capacidades empregadas ao longo da missão.

Observadores estrangeiros de oito países participaram da Operação. Imagem: Marinha do Brasil

Interoperabilidade

Em uma operação conjunta, a capacidade militar não resulta da simples soma de meios, mas da possibilidade da MB, EB e FAB planejarem, coordenarem e operarem de forma integrada. 

Na Operação Formosa, essa interoperabilidade foi exercitada do planejamento à execução, envolvendo comando e controle, comunicações, coordenação de fogos e do espaço aéreo, apoio logístico e emprego de diferentes tropas e meios. 

Essa integração total permitiu ajustar procedimentos, identificar incompatibilidades e fortalecer a capacidade das três Forças de atuar, efetivamente, como uma Força Conjunta.

Campo de Instrução de Formosa

Localizado a cerca de 80 quilômetros de Brasília-DF, o CIF possui mais de 100 mil hectares e oferece espaço, profundidade e segurança para o desdobramento de tropas e meios em exercícios de grande porte. 

Suas características permitem o emprego controlado de munição real e armamentos de maior calibre, a manobra de viaturas e blindados, a atuação de helicópteros e a coordenação simultânea de diferentes sistemas. 

Dessa forma, o local proporciona escala e realismo, possibilitando submeter tropas, comandos e meios a problemas táticos complexos e verificar, na prática, sua capacidade de atuar de forma coordenada, segura e conjunta.

Características do Campo de Instrução de Formosa (CIF) permitem a realização de diversos treinamentos. Imagem: Marinha do Brasil

Indústria de Defesa

Realizada de 22 a 24 de setembro, a Exposição de Defesa Expedicionária em Formosa (EDEF) foi a grande novidade do exercício este ano. A infraestrutura do evento, montada na região da Pedra do Fogo, no CIF, estava integrada à Operação Formosa, possibilitando a reunião de diversas empresas do setor de Defesa para demonstração de produtos, equipamentos, armamentos e sistemas.

Exposição de Defesa Expedicionária de Formosa reuniu diversas empresas do setor. Imagem: Marinha do Brasil

A Base Industrial de Defesa (BID) brasileira desempenha um papel crucial na economia do País, pois contribui diretamente para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Além de movimentar o setor com contratos e serviços, impacta consideravelmente na geração de milhares empregos qualificados, tanto diretos quanto indiretos. 

Cabe destacar também que o desenvolvimento de sistemas de defesa sofisticados, como veículos blindados, aeronaves e submarinos, exige a aplicação de tecnologias de ponta que acabam sendo disseminadas para outras engrenagens da economia nacional, como telecomunicações, energia, segurança e infraestrutura.

Exercício possibilitou emprego controlado de munição real e armamentos de maior calibre. Imagem: Marinha do Brasil

Operação Formosa em números

O exercício empregou 198 viaturas, 33 viaturas blindadas, oito aeronaves, três helicópteros, 18 drones, 2.900 militares brasileiros e tropas dos Estados Unidos, da França e do Paraguai. 

Além disso, contou com a participação de observadores internacionais da Argentina, Angola, Bolívia, Camarões, França, Itália, México e do Paraguai. Essa integração com as nações amigas ampliou o intercâmbio de experiências e procedimentos, contribuindo para o sucesso da missão.








Fonte: Agência Marinha de Notícias / Texto: Capitão de Corveta (T) Fabrício Costa e Primeiro-Tenente (T) Ederson Soares / Fotos: Marinha do Brasil / Adaptação de formatação: DefesaTvNews

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