Voo FZ1073 pousou em Tabuk, na Arábia Saudita, após luta na cabine; Emirados falam em ato terrorista e fontes israelenses apontam possível plano nos moldes do 11 de Setembro
O que aconteceu a bordo do FZ1073
O Boeing 737 MAX 8 deixou Dubai às 7h05. Cerca de duas horas depois da decolagem, em um voo previsto para durar três horas e 45 minutos, o copiloto teria atacado o comandante dentro do cockpit.
O procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos, Hamad Saif al-Shamsi, afirmou em 3 de outubro que o copiloto usou o machado de emergência da aeronave e tentou tomar os controles. Já o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, disse que o copiloto esfaqueou o comandante e "aparentemente tentou derrubar o avião".
Durante a briga, o jato entrou em mergulho e perdeu cerca de 18 mil pés (5.486 m), segundo o relato original. Outros veículos citam números próximos, que variam conforme a fonte. O comandante conseguiu abrir a porta do cockpit e alertar o restante da cabine.
Passageiros e tripulantes entraram, dominaram o copiloto, e um piloto que estava de folga a bordo assumiu os comandos. Em comunicado, a flydubai disse que a aeronave foi controlada por tripulantes da companhia que viajavam no voo e pousada em segurança em Tabuk.
O passageiro Asaf Rajuan descreveu ao New York Times o clima na cabine: "Não sabíamos se o piloto estava do nosso lado". Segundo ele, a desconfiança chegou até os comissários, e o medo era de estarem sendo levados a um país hostil, já que abaixo só havia deserto.
Transponder e reação militar de Israel
A maioria dos passageiros era de israelenses. A aeronave transmitiu o código 7500, de interferência ilícita, o que levou Israel a acionar caças. Depois, o transponder passou para o 7700, de emergência, até o pouso em Tabuk.
Duas fontes israelenses, disseram à CBS News que o país estava preparado para abater o avião e que as aeronaves, foram chamadas de volta quando ele se desviou para a Arábia Saudita. A informação não foi confirmada oficialmente até o momento.
O que se sabe sobre o copiloto
Al-Hammami é omanense, nascido nos Emirados Árabes Unidos. Há dois anos, foi suspenso como copiloto em treinamento da Oman Air, e a imprensa informa que ele já estava impedido de voar em seu país por suspeitas ligadas a visões extremistas.
Netanyahu afirmou que, ele passou por "doutrinação islamista radical". Após a detenção, foram encontrados material extremista e imagens perturbadoras publicadas por ele em redes sociais, segundo o texto-base.
O Times of Israel, sugere que ele planejava um atentado nos moldes do 11 de Setembro e usou o cargo na companhia para coletar informações.
Uma agência de notícias local, afirmou que ele buscou o emprego na flydubai justamente para executar o ataque. Segundo a Reuters, duas autoridades israelenses disseram que o plano é anterior à contratação e que ele pesquisou companhias que voam para Tel Aviv.
Uma fonte, ligada à investigação dos Emirados disse à agência que ele já teria cogitado sequestrar e derrubar um voo anterior para Tel Aviv, neste ano, mas desistiu. Segundo a CNN, o alvo pode ter sido o próprio Aeroporto Ben Gurion. Nada disso foi confirmado oficialmente até o momento.
Investigação e hipóteses em aberto
Os Emirados classificam o caso como ato terrorista, e Israel e os Emirados investigam o episódio. A polícia da Nova Zelândia também apura a passagem do copiloto pelo país.
O vice-presidente americano, JD Vance, disse no dia 5 de outubro que, não viu evidência conclusiva de ligação do Irã com o ataque. Segundo o Aviation24, nenhum vínculo com atores estrangeiros foi publicamente comprovado por EUA, Emirados ou Israel. A flydubai pediu que não se tirem conclusões precipitadas.
Fonte: Simple Flying, Aaron Bailey | tradução e adaptação textual: DefesaTvNews


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