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sábado, 26 de setembro de 2026

Rússia renova oferta do motor Izdeliye 177S para modernizar caças Su-30MKI da Índia

Proposta foi apresentada durante visita do presidente russo a Nova Délhi e está diretamente ligada ao programa Super Sukhoi, avaliado em US$ 11 bilhões

A Rússia renovou, durante a visita do presidente, Vladimir Putin, a Nova Délhi em setembro de 2026, a oferta do motor turbofan Izdeliye 177S para equipar a frota de caças Su-30MKI da Força Aérea Indiana (IAF). 

A proposta, foi apresentada à margem da cúpula do BRICS e integra as discussões sobre o programa de modernização Super Sukhoi, que deve elevar significativamente a capacidade operacional dos Flanker indianos.

A IAF, opera atualmente cerca de 260 unidades do Su-30MKI, todas movidas pelo motor AL-31FP, que produz aproximadamente 12.500 kgf (123 kN) de empuxo com pós-combustão e entre 7.700 e 7.800 kgf (cerca de 76 kN) de empuxo seco. 

A Hindustan Aeronautics Limited (HAL), já estendeu a vida técnica total do motor de 2.000 para 2.500 horas de voo, e o primeiro propulsor beneficiado pelo programa de extensão de vida útil foi entregue à Força Aérea Indiana em janeiro de 2026.

Ganhos de desempenho anunciados pela Rússia

Segundo informações divulgadas pelo lado russo, o Izdeliye 177S produz cerca de 14.500 kgf (142 kN) de empuxo com pós-combustão e 9.000 kgf (88 kN) de empuxo seco — um ganho de aproximadamente 16% no empuxo com pós-combustão em relação ao AL-31FP. 

O fabricante também declara uma vida útil de 6.000 horas e um consumo de combustível cerca de 7% inferior.

De acordo com o fabricante, o 177S é dimensionalmente compatível com a instalação do AL-31FP, apresentando peso e diâmetro de admissão semelhantes. Essa compatibilidade poderia, em tese, permitir a integração do novo motor em aeronaves Su-30MKI já existentes sem grandes modificações estruturais, embora isso ainda dependa de avaliação técnica por parte da Índia.

Programa Super Sukhoi e exigências de transferência de tecnologia

O programa Super Sukhoi, orçado em cerca de US$ 11 bilhões, deve contemplar inicialmente 84 aeronaves, com o restante da frota recebendo a modernização em etapas posteriores. 

O pacote de upgrades prevê a instalação de radares AESA, nova aviônica, sistemas de guerra eletrônica aprimorados e integração de novos armamentos. A adoção de um motor de maior empuxo é vista como forma de compensar o acréscimo de peso e as demandas de energia e refrigeração impostas pelos novos sistemas.

A questão da transferência de tecnologia, segue sendo um dos pontos mais sensíveis da negociação. A HAL já fabrica e realiza a manutenção do AL-31FP em sua unidade de Koraput, e a Índia busca, no caso do 177S, uma transferência de tecnologia substancial, com fabricação local e acesso a tecnologias críticas do motor, como metalurgia da seção quente e controles digitais de motor (FADEC). 

Segundo informações disponíveis, Nova Délhi tem exigido um percentual mínimo de 80% de transferência de tecnologia, além de testes de desenvolvimento realizados em território indiano.

Até o momento, a Índia não tomou uma decisão final sobre a adoção do Izdeliye 177S. A escolha deve depender de fatores como desempenho técnico, confiabilidade, requisitos de integração, custos de ciclo de vida e o escopo real da transferência de tecnologia oferecida pela Rússia — que, segundo informações disponíveis, também está negociando com Nova Délhi a produção local de motores para o programa Su-57E.

Fonte: Defence Security Asia (https://defencesecurityasia.com/?p=59868) — tradução e adaptação textual: DefesaTvNews

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